Pular para o conteúdo principal

A Aspirina


Washington - Tomar uma aspirina por dia pode ajudar a reduzir o risco de morrer de câncer, especialmente no caso dos relacionados com o aparelho digestivo, segundo um estudo publicado na revista do Instituto Nacional Contra o Câncer (NCI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Uma equipe de pesquisadores liderados pelo médico Eric J. Jacobs analisou os casos de mais de 100 mil idosos que tomavam aspirina, não sofriam de câncer no começo do estudo e foram monitorados durante mais de 11 anos.


Os especialistas descobriram que quem tomava uma aspirina diariamente tinham 16% menos risco de morrer de câncer.
Essa percentagem aumentava para 40% no caso dos cânceres associados ao aparelho digestivo e caía para 12% em outros tipos, segundo o estudo.
A redução é menor do que a descoberta em outro estudo prévio, que sustentava que quem tomava uma aspirina por dia durante cinco anos ou mais têm 37% menos risco de morrer por causa de um câncer.
"Embora as recentes evidências sobre o uso da aspirina e o câncer são animadoras, é ainda prematuro recomendar às pessoas que comece a tomar aspirina especificamente para prevenir o câncer", explicou o médico Jacobs em comunicado.
Inclusive uma dose baixa de aspirina "pode aumentar substancialmente o risco de uma hemorragia gastrointestinal séria", por isso que qualquer decisão sobre o consumo diário de aspirina "deveria ser tomada somente em consulta com um profissional da saúde", disse Jacobs.



O consumo diário de aspirina é capaz de diminuir o risco de desenvolver um tipo de câncer colorretal que ocorre por conta de pré-disposição genética, segundo pesquisa publicada na edição online da revista Lancet. Os cientistas alertam, no entanto, que ainda é necessário realizar mais estudos para saber a dosagem correta do medicamento.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Long-term effect of aspirin on cancer risk in carriers of hereditary colorectal cancer: an analysis from the CAPP2 randomised controlled trial

Onde foi divulgada: revista Lancet

Quem fez: Dezenas de médicos de 43 centros em 16 países

Instituição: Cancer Research UK, no Reino Unido

Dados de amostragem: 861 participantes foram escolhidos aleatoriamente para receber 600 miligramas de aspirina ou placebo

Resultado: Os resultados mostraram que entre os participantes do grupo que tomava aspirina regularmente houve 63% menos casos de câncer colorretal
Um outro estudo, que durou uma década, envolveu médicos de 43 centros em 16 países. No total, a pesquisa acompanhou 861 pessoas por cerca de dez anos. Os resultados mostraram que entre os participantes do grupo que tomava aspirina regularmente houve 63% menos casos de câncer colorretal, quando comparados com voluntários que não tomavam aspirina.
Os participantes do estudo tinham a síndrome de Lynch, uma anomalia genética que causa câncer por afetar os genes responsáveis por detectar e reparar os danos no DNA. A síndrome aumenta dez vezes o risco de desenvolver tumor de intestino e ocorre em uma a cada dez pessoas.
Um grupo de voluntários recebeu 600 miligramas de aspirina todos os dias — o que equivale a dois comprimidos diários. O outro grupo recebeu placebo. Aqueles que tomaram aspirina continuaram desenvolvendo o mesmo número de pólipos, que é um crescimento anormal que surge na mucosa do intestino grosso. Apesar disso, eles não desenvolveram câncer. O que sugere, segundo os pesquisadores, que a aspirina poderia provocar a destruição dessas células antes que elas se tornassem cancerosa.
"Os resultados deste estudo provam que o uso regular de aspirina durante períodos prolongados diminui o risco de desenvolver câncer hereditário", diz Patrick Morrinson, da Queen University, em Belfast, capital da Irlanda do Norte.

Aspirin -- Maybe, and with a Dose of Caution.

Should you take aspirin to prevent cancer? The jury’s still out, but at least some evidence points that way. A large study published in 2010 found that daily use of low-dose aspirin can cut the risk of death due to certain cancers (primarily lung, colorectal, and esophageal cancer) by as much as 21%.
But regular aspirin use can come with side effects, especially stomach bleeding and irritation. Most experts say it’s way too soon to recommend a cancer-fighting aspirin a day.
“We’d all like preventing cancer to be as easy as taking a little pill, but the fact is that you’ll reduce your cancer risk much more by maintaining a healthy weight, exercising, and eating fruits and vegetables than you will by taking aspirin,” Ruffin says.
Talk to your doctor before you start taking aspirin on a regular basis for any reason.
Fontes:



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AVELÓS OU "DEDINHO DE ANJO"

Cientistas e médicos brasileiros estão testando em humanos o potencial de uma planta africana para o tratamento do câncer. É possivelmente a primeira vez que o Brasil submete um medicamento dessa natureza, obtido em solo nacional, aos rigorosos testes médicos para a aprovação de uma nova droga.
A planta é a avelós (nome científico Euphorbia tirucalli), típica das regiões norte e nordeste do País. Sua ação medicinal já era mencionada na cultura popular, o que motivou a indústria farmacêutica a analisar sua ação em células em cultura e em animais.

Os resultados foram bastante promissores.
Ao que tudo indica, a substância age nas células do câncer induzindo a apoptose - uma espécie de suicídio celular. "É o que chamamos de morte celular programada", explicou ao G1 Auro Del Giglio, gerente do programa integrado de oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e um dos coordenadores do estudo. "Em células normais, é um procedimento que acontece para a renovação das…

Carcinógenos Químicos

As substâncias químicas cancerígenas são encontradas distribuídas na natureza, compreendendo desde alimentos naturais até compostos altamente modificados pelo homem. Os carcinógenos químicos são divididos em duas categorias: carcinógenos diretos e indiretos. Os diretos são agentes alquilantes que já possuem atividade eletrofílica intrínseca, e devido a essa propriedade podem provocar câncer diretamente. A maioria das substâncias químicas são carcinógenos indiretos, precisam primeiro sofrer modificações químicas no organismo para então se tornarem eletrofílicas e ativas (BOGLIOLO, 1998). O metabolismo dos carcinógenos é feito por grande variedade de enzimas solúveis ou associadas com membranas, entre as quais as do citocromo P-450 são as mais importantes. A atividade desses sistemas enzimáticos sofrem influências de vários fatores endógenos e exógenos. Há variações qualitativas e quantitativas dessas enzimas em diferentes tecidos, em diferentes indivíduos e diferentes espécies, podendo…

A glicose, glutamina e o câncer

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Utah, em Sal Lake City, nos Estados Unidos, publicado recentemente no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, destaca alguns achados inéditos sobre a relação entre glicose e câncer.
As informações trazem algumas implicações que abrangem inclusive outras doenças, como o diabetes.
Segundo Donald Ayer, professor do Instituto de Câncer Huntsman da Universidade de Utah e um dos autores do trabalho, desde 1923 já se sabe que células tumorais usam muito mais glicose do que células normais. Ele afirma que a pesquisa ajuda a tentar entender como esse processo ocorre e como pode ser interrompido de modo a tentar controlar o crescimento dos tumores.
Tanto a glicose (açúcar) como a glutamina (aminoácido), essenciais para o crescimento celular, não funcionam de modo independente, como até pouco tempo atrás se imaginava. O que observou-se agora é que durante o crescimento de células normais ou cancerosas ocorr…